quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A Mulher Forte: Um navio e a mulher (Parte 2)

Salve Maria!

No post anterior, começamos a compartilhar com o leitor, alguns trechos de 17 Conferências feitas às Senhoras da Associação de Caridade, por Monsenhor Landriot Arcebispo de Reims. Versão da 10ª edição francesa por Alfredo Campos, Livraria Inernacional 1877.
O título das 17 Conferências é "A Mulher Forte". Uma ótima leitura para ajudar a todas as mulheres a compreenderem melhor ao chamado de Deus a cumprirem o seu valioso papel na família e ocupar o cargo de Rainha do Lar, dado pelo próprio Deus. Abaixo, a segunda parte da 4ª Conferência: Um navio e a mulher.

Continuemos, pois, na análise do nosso navio. 

Como se chama as árvores limpas de córtex, despidas de ramos e
de folhas que se elevam no meio dele? Três principais conto eu: servem de ponto de apoio ao cordame, ás vergas e a todo o aparelho da embarcação. Quando o barco tem os mastros partidos perde a força, luta mais dificilmente e está próximo da sua ruína. 

Do mesmo modo é necessário que a alma tenha pensamentos fortes, princípios sólidos que sejam uma como armação da vida moral, e não aplico este conselho somente em matérias religiosas, mas ainda em tudo quando pode interessar a vida humana, nos negócios temporais, e nas regras de conduta nas relações com os homens e as
coisas. Em tudo são necessários princípios, não princípios sistemáticos, porque o sistema é um perigo e uma causa de continuas imprudências, de faltas mais ou menos graves; são necessários princípios, que, sem saírem da linha da verdade, tenham bastante elasticidade para se prestarem a todas as exigências da sabedoria e da caridade. Eles convertem-se em pontos de apoio da existência, e mastros do navio humano; em volta deles grupam-se e ligam-se as idéias da alma, o conjunto dos seus projetos e resoluções, e os cabos e cordas variadas que compõem a rede da vida. 

Desditosa a alma que não tem mastreação! Porque não terá resistência nem poderá lutar no meio das contradições e das correntes opostas, e porque terá um movimento irregular e desordenado como o de uma embarcação que navega á mercê de todos os ventos contrários. 

Não basta ainda a mastreação, é necessário também um leme, - pequena peça de madeira meio oculta na água. O piloto, sem que isto se perceba, comunica-lhe um movimento que varia constantemente nos lugares difíceis, e a mobilidade do leme é a verdadeira força que conduz o barco, que lhe dá um impulso que pode variar a cada instante, e que lhe inclina a marcha em sentidos postos. O navio dirigido, assim, por mão hábil e inteligente, transpõe todos os escolhos, vence todas as dificuldades. 

A alma também deve ter o seu leme, isto é, um espírito de sabedoria, largo e esclarecido, que em um olhar abrace o horizonte, descubra as dificuldades da travessia e comunique á derrota a linha reta; que sem sair das vias da verdade e da justiça, possa desviar, segundo as circunstâncias, obliquar tanto para bombordo como para estibordo, e fazer da existência uma linha quebrada, composta de linhas retas. Será isto bastante para a condução do navio? Não, senhoras; a embarcação mais sólida, melhor equipada, mais provida de velas, com excelente mastreação e leme habilmente manobrado, poderia soçobrar depois de algumas horas ou de alguns dias de viagem. 

É necessário que o piloto conheça perfeitamente o estado dos mares
e das costas, a profundidade da água, a posição dos escolhos, dos bancos de areia, o sopro dos ventos e da direção das correntes; é necessário que tenha, mas bem a fundo, o conjunto de conhecimentos que constituem a ciência náutica. Além disto, uma carta minuciosa aonde tudo se ache consignado, para que saiba que em tal lugar encontrará uma costa perigosa, um cabo aonde o mar é furioso, um recife aonde facilmente iria abalroar, um baixio que lhe faria encalhar a embarcação e uma corrente que a sepultaria. 

Vós deveis ter também, senhoras, uma carta do mar, mais que todos, difícil e tempestuoso, o mar da vida. Eu me explico: conheceis, tanto quanto possível, o forte e o fraco do que vos cerca; não vos apoieis em certas praias, porque ireis de encontro a grandes rochedos, e desconfiai do desfiladeiro de homem ou das coisas, onde sois obrigadas a passar. Em tal lugar há correntes pérfidas, e, tanto mais, quanto menos se anunciam á superfície. Mais longe está um banco de areia. O que é um banco de areia? – perguntais vós. É o homem, é a mulher, é o caráter com o qual contáveis, talvez. Não vos apoieis nele, peço-vos; é um banco de areia sem solidez, o vosso baixel encalharia nele, e, uma vez encalhado, seria, talvez, difícil retirá-lo. Há naturezas de que não se desfaz a gente como se pretende, quando se está preso na areia sem fim; parecem-se muito com o estreito de Maumusson, onde os navios, tendo tocado o fundo, descem gradualmente e com uma força, cuja potência a lentidão não modifica. Vós contais tal praia, frequentais tal companhia e pretendeis que o vento vos é ali favorável. Engano, talvez: O vento sopra, é verdade, do vosso lado quando estais presentes; mas voltai às costas e pedi notícias a algum marítimo dedicado que permaneceu na praia, e ele vos dirá que as vossas palavras, os atos, a vossa própria recordação, tudo foi despedaçado por uma brisa fria e violenta. 

Que mais direi ainda? No mar há peixes guarnecidos de dentes que rasgam as carnes dos nadadores, surpreendendo-os no momento em que menos o pensam, porque estes seres malvados navegam sempre entre duas águas. Do mesmo modo há também caracteres que caminham sempre debaixo da água, para me servir de uma expressão de São Gregório de Nazianzo: - “Os armênios – dizia ele – não são nem simples nem francos, são absolutamente dissimulados e semelhantes aos rochedos que se escondem sob as águas do mar.” (Oraç. XLIII, nº 17) Vós não pensáveis talvez na existência destes peixes humanos, e só começais a suspeitá-la quando vos ferem com os seus dentes cruéis e tanto mais perigosos, quanto mais ocultos. Escondem-se no oceano, ou sob veludo, quando habitam a terra, porque estes seres são anfíbios. 

Volto, porém, ao nosso navio. Quereis comigo descer ao interior? Como tudo está admiravelmente disposto! Que sábia distribuição
! Que limpeza! Que bom arranjo na sala de jantar, na câmara e nos beliches! O capitão vigia tudo e tudo se faz em perfeita ordem. Nenhum embaraço da carga, nem a mínima alteração entre os passageiros; a equipagem é numerosa, mas obedece como se fora um só homem. 

Do mesmo modo a alma da mulher forte: visitai comigo os seus numerosos compartimentos; a sabedoria é o comandante do navio; tudo está em ordem, os pensamentos, os desejos, os projetos, as resoluções. O maquinismo interior funciona todo com maravilhosa
simplicidade, o vapor da imaginação é perfeitamente regulado, cada coisa está no seu lugar, e pode em verdade dizer-se que a principal beleza da alma consiste no seu interior: Omnibus gloria ejus ab intus. 

Que diferença quando a comparais com outras almas! Se fosse possível percorrer-lhes o interior com um archote na mão! Que câmara escura! Que desordem! Os objetos mais disparatados postos em monte, uns sobre os outros; os mais estranhos pensamentos a abalroarem-se, os desejos mais bizarros procurando aproximar-se; em uma palavra, a imagem da mais formosa desordem, da mais completa ausência de regularidade, podendo dizer-se que estão sempre ocupadas nos eu desarranjo. 

Não terminei ainda a explicação do texto: “A mulher forte converte-se num navio de um mercador, que traz de longe as suas riquezas”. Não basta que a embarcação seja graciosa e solidamente equipada, que tenha velas, mastros, vapor e um hábil piloto a bordo, conhecendo perfeitamente a derrota e o estado dos mares: é também necessário que se enriqueça. Bem vedes, o navio parte, vai á Índia, na América, e volta carregado de mercadorias. Assim a mulher forte deve também enriquecer a família pelos seus cuidados, atenção, economia e contínua vigilância: é isto o seu negócio, o seu comércio, as suas viagens. Tem-se visto muitos mercadores fazerem consideráveis fortunas com pequenos lucros; mas os grãos de areia amontoaram-se pouco e pouco, cada vaga foi trazendo alguns, e, a final a praia cobriu-se; a água da cisterna tornou-se considerável, e no entanto caiu gota a gota. 

A mulher pode também pelos cuidados, pela vigilância e pela severa economia chegar a admiráveis resultados; no fim de cada mês, ou mesmo de cada semana, pode entrar no porto da família com um carregamento inesperado. Mas, senhoras, na vida outra coisa há além do dinheiro. Quantas riquezas morais e intelectuais não pode recolher a mulher forte, em cada dia, nas suas relações com as almas, e, sobretudo, com as almas sérias e cristãs! Pode tirar
a nata ás conversações, ás leituras, aos discursos e fazer uma rica pirataria nos mares intelectuais; é nobre o ofício e perfeitamente honroso. E quando entrar na família, dar-lhe-á parte das suas riquezas, abrir-lhe-á o porão do navio, e todos os filhos correrão pra quinhoarem da carga, como a família dos mercadores que esperam uma valiosa carregação expedida da América, ou melhor ainda, como os pequenos peixes que se vêem a espreitar os navios que chegam, e lançar-se sobre eles, como sobre uma pressa a que tem algum direito. Assim, sobre todos os pontos de vista da riqueza material ou espiritual, a mulher forte é verdadeiramente como o navio de um mercador que traz de longe os seus tesouros. 


Um dos mais graciosos espetáculos que eu gozei na Rochelle, senhoras, foi o de ver, algumas vezes, nos meus passeios matinais, uma multidão de barquinhas saindo do porto e cobrindo o mar. Dir-se-ia que se enfileiravam em ordem de batalha contra o inimigo desconhecido que vinha desafiá-las, mas felizmente a flotinha só era dirigida contra peixes. Tinham um aspecto deslumbrante; os galhardetes, as cores variadas, as velas soltas, os movimentos e os
pequenos balanços das embarcaçõezinhas, tudo contribuía para atrair a vista. Estas flotinhas partem vazias, mas regressam com seus carregamentos de riquezas. Que elas sejam a vossa imagem, senhoras! Lanchas graciosas, saí em ordem de batalha! Ide à pesca das almas! Que o socorro material seja o anzol do vosso coração, e a alma de vossos irmãos o fruto da vossa santa e abençoada pesca! Ser-me-á sempre consolador e doce o ver-vos avançar assim, esperando-vos na praia, agradecendo a Deus o bem que tiverdes feito aos nossos queridos pobres, e rogando-Lhe que vos pague centuplicadamente.

Fonte: Salve Rainha

Veja também: A Mulher Forte: Um navio e a mulher (Parte 1)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A Mulher Forte: Um navio e a mulher (Parte 1)


Salve Maria, caros leitores!
Compartilhamos com vocês alguns trechos de 17 Conferências feitas às Senhoras da Associação de Caridade, por Monsenhor Landriot Arcebispo de Reims. Versão da 10ª edição francesa por Alfredo Campos, Livraria Inernacional 1877.
O título das 17 Conferências é "A Mulher Forte". Uma ótima leitura para ajudar a todas as mulheres a compreenderem melhor ao chamado de Deus a cumprirem o seu valioso papel na família e ocupar o cargo de Rainha do Lar, dado pelo próprio Deus. Abaixo, a primeira parte da 4ª Conferência: 


Um navio e a mulher! 


Vede aquele navio habilmente construído; é gracioso e sólido, e quando se lança sobre as vagas, munido de todas as velas, elegante e donairoso, é um dos ornamentos do oceano. De longe poderia ser tomado por uma ave gigantesca, que, com as asas abertas, adejasse



sobre a superfície líquida. Não basta que o navio seja gracioso; é necessário que seja solidamente construído para que se não desconjunte na primeira agitação, nem soçobre com a primeira rajada de vento. Mas escolheu-se a madeira para construí-lo; trabalharam-se com minucioso cuidado os materiais que se juntaram com toda a arte. Algumas vezes, quando a embarcação é de grande lote e tem de afrontar o mar largo, forra-se de cobre, para que possa resistir a todos os choques, e para que o ferro, depois de ter sofrido uma preparação elétrica, se não oxide ao contato da água. 

Maravilhosa imagem da mulher forte! 

Ela é graciosa como um navio bem construído: a sua palavra, os gestos, os modos, tudo tem a beleza e a elegância da embarcação.

Ela é o ornamento da família e da sociedade; nas reuniões de pessoas gradas apresenta-se como as yoles que se admiram no nosso porto, cuja história e origem se desejam conhecer. Ela é a aplicação viva da letra da Bíblia: A mulher graciosa encontrará a glória: Mulier gratiosa inveniet gloriam (Prov. XI,16). 

Mas a graça seria inútil, tornar-se-ia, até, perigosa, se não fosse acompanhada; assim a mulher forte é sólida como navio, o seu temperamento cristão é vigoroso, e ela pode resistir aos grandes mares, afrontar as vagas não respeitosas e continuar a sua derrota pelo meio delas; é forrada e cavilhada de cobre, isto é, de virtudes sérias, à prova do choque das paixões. Gosta de permanecer na onda salgada entre os perigos da vida, porque se conserva intacta, fazendo respeitar o pavilhão de sua família.


O navio tem numerosas velas, de todas as grandezas, de todas as formas e em todas as posições; tem-nas para qualquer direção do vento; desfranda-as com engenhosa arte e segundo as circunstâncias, e ora são todas soltas, perfeitamente pandas, apresentando um formoso quadro aos olhos do espectador, ora



parecem reservar-se produzindo-se somente em uma ordem, e conforme uma escolha determinada. Quando os ventos são contrários, a embarcação, inteligente, aproveita-os ainda no seu fim, manobra habilmente, parece desviar-se da sua derrota e corre por diferentes abordagens, forçando o vento espantado a tornar-se-lhe favorável. Em tempo seco, quando a calmaria no mar apresenta a imagem da imobilidade, a embarcação utiliza-se de um recurso que a ciência lhe põe à disposição; ascende as caldeiras, e agita-se um movimento desconhecido, e o mar é obrigado, no meio da sua surpresa, a abrir-lhe uma larga e rápida esteira.




A mulher forte também tem velas no espírito e no coração; possui uma multidão de recursos, que combinados com toda a honra, retidão e probabilidade, servem para a conduzir na direção sempre difícil dos negócios do mundo. Quando o vento é favorável navega com todas as velas, e deixa que o sopro da prosperidade a conduza ao porto suspirado, mas como sábio piloto põe os olhos no vento e não confia na fixidez das coisas deste mundo, como o marítimo na constância do oceano. Tanto que ela percebe uma modificação nos homens ou nas coisas, varia as suas combinações com a retidão de uma alma prudente, dispõe os meios para as conseqüências e arria as velas que seriam inúteis a até perigosas. Se o vento se torna absolutamente contrário, a mulher forte muda logo de orientação, dá outra posição ao barco, põe inteira confiança na vigorosa construção dele, tem a certeza da contextura sólida das velas, e, todavia, não é tão temerária que lute, face a face, com a tempestade. Adota uma posição média, em que se tomam as abordagens, em que se força o vento a cair obliquamente sobre as velas com ímpetos moderados, com força demasiado fraca para poder virar o navio, mas bastante poderosa para lhe poder dar um impulso, e fazê- lo ir precisamente aonde o vento não quereria ... Depois, se o vento cessa rapidamente e a derrota da embarcação é ameaçada de outro contratempo – a calmaria – a mulher forte recorre ao vapor, à energia da sua alma, ao vigor de um caráter rijamente temperado.


Quero dizer que a mulher com a finura do seu espírito, com a ductilidade do seu caráter, a flexibilidade da sua natureza, a perspicacidade da sua inteligência e a faculdade adivinhadora do seu coração, pode, quando põe todos os recursos á disposição da sabedoria e da virtude, livrar-se de todos os perigos, de todas as situações difíceis, e forçar, pouco e pouco, todos os elementos contrários a prestarem-lhe justiça e a auxiliá- la na sua viagem. Mas para conseguimento disto, senhoras, é necessário que pertençais a classe das mulheres fortes, na calmaria, e possuir-vos do vigor moral; é preciso que haja alguma coisa de viril no vosso caráter. A mulher perde demasiadas vezes o equilíbrio no meio da tempestade, e cai desfalecida; ou agita-se ela própria, e altera-se algumas vezes, mais tempestuosamente ainda que o mar.

Em tais violências ou prostrações o navio sofre sempre. Não nos cansamos em contemplar a graciosa embarcação. Tem ela uma qualidade muito preciosa e muito rara, qual é a de se bambolear sobre as vagas, a de ter uma força de elasticidade com a qual as segue: sobe com elas, com elas desce, e, todavia, prossegue na derrota. Ela gosta mais deste modo de avançar do que da luta, prefere a agilidade dos movimentos á violência que se precipitaria de contínuo, procurando cortar bruscamente as ondas.

Eu recomendo-vos, senhoras, - esta ciência do equilíbrio sobre as vagas, porque é a melhor das táticas, em muitas circunstâncias. Sim, o melhor, o mais seguro, o mais perfeito, é, muitas vezes, deixar as ondas no seu vai e vem, deixá-las bater o navio em todos os sentidos, e exclamar tranquilamente como o Profeta: “Meu Deus! É a vossa providência quem governa e abre a senda no meio dos mares, quem prepara uma via segura por sobre as ondas; mostrais assim que podeis salvar a gente de todos os perigos, ainda mesmo quando se embarca sem conhecimentos náuticos: Etiamsi sine arte aliquis adeat mare." (Sabedoria XIV, 3-4) Depois desta


oração do marítimo, o melhor, muitas vezes, é não fazer coisa alguma e esperar, seguir o movimento das vagas e não procurar mesmo contrariá-las. É preciso, sim, conservar com cuidado a destreza e imponderância que nos colocam sempre á superfície das vagas; é preciso nada perdermos dos nossos hábitos e das nossas convicções verdadeiras, e flutuarmos á mercê de Deus, esperando dias melhores. Nada aplaca tanto as ondas como este procedimento, pois elas acabam por compreender que nada ganham atacando certos navios, e resignando-se a sorte de não serem escusadas, acalmam-se muito mais facilmente. Uma piedade séria e profunda, enraizada na alma poderá dar-vos a destreza e a energia que luta tanto mais, quanto mais parece ceder. O que sobre este assunto parece tão simples, tão natural, tão necessário, é extremamente difícil. Custa muito ao amor próprio chegar lá; são necessários sacrifícios a todos os instantes, sacrifícios de idéias e de afetos; são necessárias imolações constantes, pois a vaidade julga-se ferida, atacado o caráter, e todas as susceptibilidades despertam ao mesmo tempo. Não, a natureza abandonada a si própria nunca produzirá tais efeitos, com quanto pareçam tão simples, tão fáceis, tão indispensáveis á felicidade; quando muito compreender-lhe-á beleza ideal; mas o amor próprio terá as suas revoltas e tornarse-á mau conselheiro, não quererá ceder, gostará mais de resistir e sofrer as conseqüências deploráveis da sua pertinácia. A verdadeira piedade, destacando-nos do humano, levantando-nos da terra e elevando-nos o caráter, predispõe-nos naturalmente para o estado vigoroso e forte do equilíbrio, em que a prudência é o nosso lastro, e em que os movimentos impetuosos do nosso amor próprio são contidos por uma sabedoria superior.

O navio tem ainda outro recurso: se o tempo está mau, lança


âncora, que é um grosso instrumento de ferro, recurvo para dois lados, em uma extremidade, e que anda suspenso nos flancos da embarcação. Em mares alterosos e perigos na derrota, arria-se a ancora. Esta massa desce ao mar, e, pelo peso, fixa o navio, convertendo-se em uma espécie de fundamento sólido, no meio dos abismos.

A alma deve ter também uma âncora, ou várias âncoras suspensas nos seus lares, para que, quando a tempestade estale, as lance nas profundidades do Ser divino, permanecendo imóvel, esperando a bonança. As âncoras da alma são de várias espécies, e sob este nome compreendo tudo quanto pode sustentar-nos e ficar-nos: -


princípios sólidos e vigorosamente estabelecidos, uma grande firmeza de caráter, amizades sérias e cheias de confiança, e, sobretudo, uma crença inabalável em Deus, uma energia de fé capaz de transtornar as montanhas. Tais são as verdadeiras âncoras para a alma, e nunca a corrente que as suspende se quebra quando é fabricada no céu. Eu suplico-vos, senhoras, para que, no meio das dificuldades da vida de família, no meio das alterosas vagas, que chegam subitamente e agitam o navio humano em todos os sentidos, peço-vos para que sigais o meu conselho: lançai âncora e permanecei assim! E que fazer depois? – me perguntais vós. Nada mais que sustentá-la e orar. Não é isto o que faz o nauta em pleno mar?

Todo o navio tem uma bússola. Com este pequeno instrumento o marítimo sabe onde está e as regiões a que se dirige, e pela agulha magnetizada conhece a situação da derrota do baixel. Os astros


podiam bastar-lhe em muitas circunstâncias, e a estrela polar é a melhor indicação para a direção ao norte, mas as nuvens cobrem muitas vezes o céu, e a cintilação das estrelas está oculta. Neste caso a bússola é indispensável, porque substitui a luz das alturas.


Pois na vida ainda é necessário ter uma bússola, um indicador celeste para se não andar caminho errado. A maior desgraça de muitas mulheres é não a terem tido em muitas circunstâncias da sua vida, e, sobretudo, na sua mocidade. Um dia estalou a tempestade e as trevas condensaram-se, e não sabendo aonde se dirigiam despedaçaram-se de encontro a uns escolhos. A melhor bússola da mulher será uma piedade esclarecida, e tão doce como firme; a luz da fé deve sempre iluminar-lhe a derrota, e no interior da alma deve ter uma prudência cheia de sabedoria, um instinto celeste, uma consciência reta que sirva para dirigi-la na marcha e para lhe indicar a verdadeira posição dos objetos. Com estas precauções, senhoras, não flutuareis á mercê de qualquer vento de doutrina, e sabereis que há derrotas que a mulher cristã não deve seguir, e que
há certos escolhos que devem ser evitados se não quer naufragar. A bússola pode ainda estender-se de outro modo: - há imaginações que a não têm, ou que as têm desorientada, e, neste caso, colocam o norte ao sul, o oriente ao ocidente, e não poucas vezes vêem os objetos invertidos. Perdem, de contínuo, o norte, para me servir de uma expressão marítima: nada tem de fixo, nada certo, ou antes, tem uma mobilidade perpétua, um reviramento de bordo, tão freqüente como inopinado, de modo que delas se pode dizer que só logram constância na inconstância. Que conselho a dar-lhes, uma vez que a religião os deve ter para todas as situações da vida e para todas as formas de caráter? Ser-lhe-á especialmente útil a prática da humildade; e uma profunda desconfiança de si próprias e das suas apreciações, uma sábia lentidão nos seus movimentos e resoluções servirão para prevenir numerosos perigos e impedir passos em falso. Eu aconselho-as, além disto, a fazerem-se rebocar por outra embarcação, munida de bússola e governada por um hábil piloto, a deixarem-se dirigir e conduzir por pessoas sábias e dedicadas, e a não fazerem coisa alguma sem prévio conselho. Deste modo suprirão, quanto é possível, a impotência natural, e sem esta indispensável precaução, o número dos seus naufrágios será incalculável. (continua...)

Fonte: Salve Rainha

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Nossa Senhora pede a última Conferência

Salve Maria! 
Devido a necessidade emergencial de se fazer chegar estas Santas Mensagens o mais longe possível, além das fronteiras desta "Terra de Santa Cruz" inclusive, e cientes que muitos visitantes e peregrinos deste blog não conhecem a "PALAVRA VIVA DE DEUS", colocamos os alertas do Céu aqui, que não cansa de nos avisar sobre os perigos da época em que vivemos.
Através da Mensagem da Palavra Viva de Deus do dia 22/07/2016, Nossa Senhora pede ao papa Pedro II que se realize a última Conferência. Veja:

Mensagem recebida pelo Confidente Católico Bento da Conceição Taquaras – Balneário Camboriú 
Santa Catarina – Brasil

O seu tempo de libertação já está a caminho
22/07/2016

As folhas das árvores, quando começam a cair, elas já sabem que é renovação de novas folhas que virão tão logo. E desta vez será com a humanidade, que a fé aos poucos vem se acabando, o respeito pelas coisas sagradas em bem pouco lugar se vê. Se aqui, sacerdotes não querem saber da verdade, então, pouco resta para qualquer um deles. Jesus, Meu Santo Filho vem dando tempo ao tempo, e este é o último. Por isso, Meu filhinho, faça a última Conferência*, dando a última oportunidade aos Filhos da Luz, mas que venham com as pessoas que vêm acreditando neste teu trabalho, não precisa forçar ninguém, que seja espontâneo, para ouvir somente a verdade, pois a verdade aqui está.

Em todas as partes da Terra os invasores vão querer que a humanidade fique sob seu domínio, afastando os homens de fé que vêm por este Caminho. Em tudo o que for sagrado, que pertence à Igreja Católica, vão querer destruir as imagens, os paramentos da celebração da Santa Missa. Será o momento em que toda a natureza vai se manifestar, dando a resposta que nunca teve. O céu dará o seu testemunho para que preparados estejam os Filhos da Luz, onde nenhum será abandonado, e os que contigo estiverem, Meu filhinho, nenhum será esquecido para passar para a Vida Eterna.

Agora, daqui por diante, fique sempre um ou dois da família em vigília daqui para frente, em oração, porque as horas mais tristes virão para os incrédulos, sem saber por onde se esconder. A humanidade pecou e bem pouco é o que resta, então, façam todo o possível de juntos estarem em oração, pois o vosso tempo vem chegando. Por isso aqui estás como o último Profeta, e no momento do arrebatamento, o vosso espírito esteja em comunhão com o Meu Santo Filho Jesus. Os lugares sagrados, que já foram violados por mãos impiedosas, não terão mais chance de se salvar. Vejam filhinhos Meus, que seu tempo de libertação já está a caminho.

Senhora do Rosário e Papa Pedro II

*Quando ficarem decididos a data e local da última Conferência, todos serão informados.





Informações: (0xx47) 3169-1316
Fonte: A Palavra Viva de Deus



Música: Pedido de Mãe


quarta-feira, 20 de julho de 2016

O que é Ser Rico e Ser Pobre


Parábola do rico e o Lázaro(Lc. 16, 19-31)

Mensagem recebida pelo Confidente Católico Bento da Conceição – Taquaras – Balneário Camboriú – 
Santa Catarina – Brasil


Na hora da morte seu dinheiro não vale nada
18/07/1996


Bento = Em meu pequeno coração há uma luz bem maior do que ele. Por isso, tudo que eu faço em prol da evangelização e o bem estar de muitos, são forças celestiais que vem sobre mim, em todos os momentos.

Obrigado, Senhor! Muito obrigado! Amém!


Começar qualquer um trabalho, a maioria faz. Mas, terminá-lo bem sucedido no que fez, são muito poucos, pouquíssimos em toda Terra. Se procurar quem terminou bem o seu trabalho, conta-se na ponta dos dedos. A preferência da maioria das pessoas é ter tudo em pouco tempo e não esperar que venha com o tempo. Esse é o mal que está caindo no coração da humanidade. A cobiça faz parte do trabalho do Meu inimigo. A inveja e o ódio é fruto que nasce só dele. Então, passam a ser explorados, os mais carentes, os descamisados. Esses exploradores não sabem viver sem um trabalho sujo. Por isso a discriminação está no mundo inteiro.Os individualistas querem que os seus trabalhos dêem um rendimento de cem vezes mais em seus lucros, para construir tudo que desejam, acabando com a saúde dos seus operários, pagando um salário de fome.

Bento, Meu filho querido, para aqueles a quem já trabalhaste, quem terminou bem? Na maioria deles, as suas fortunas só serviram para os que ficaram, brigarem entre eles.Um querendo mais do que o outro. Ele, os donos da bola, um morreu de doença incurável, outro em briga e outro pelo vício da bebida.

Meus filhos, em primeiro lugar, para um homem escrever seu nome com letra maiúscula, como diz a maioria, o seu caráter é que deve ser limpo e não pelo que tem. Já não está escrito que os ricos é que fazem opções de pessoas, explorando os mais fracos, para encher seus cofres? Quem lê, entende. Não basta o homem ser o que pensa que é, diante de seu Criador, com todo seu conforto, enquanto milhões morrem de fome, frio e doentes, sem recurso. A miséria não está no pouco que a pessoa possui, e sim, no coração. Dos ricos gananciosos, o dinheiro pode comprar tudo que eles pensam,mas, a Mim, ele não compra.Na hora da morte, o seu dinheiro não vale nada. Muito menos para entrar no Meu Reino. Procure ver a passagem do rico e o Lázaro (Lc. 16, 19-31). É esse o fim da maioria.

Melhor tesouro eles nunca procuraram, a fonte de maior riqueza que Sou Eu. Quem Comigo está, nunca morre. A alma, de quem deixa a Terra, vem para as Minhas Mãos. Quem está com o Meu inimigo é ele quem o recebe, para um fogo que nunca se apaga. Pela teimosia desta geração adúltera e perversa, o mundo virou num planeta obscuro, onde só cresce a maldade e o desrespeito pelo seu semelhante. A idade já não importa mais. Cada um pode dizer o que quer. Fios de cabelo branco não é sinal de respeito. É tratado por igual. Criança fala o que vem na boca. Ninguém é repreendido. Muitas vezes até seus pais acham bonito. Linguagem esta que já vai aprendendo desde pequeno, formando uma geração podre e maldosa, sendo que o Meu Nome não precisa mais ter o mínimo de respeito.É nos versos cantados, é nas piadas, é nos palavrões, o Meu Santo Nome sempre está no meio.

O bom trabalho identifica as boas pessoas. Quem não procurou terminar bem, já está fora.A escolha está sendo vista por Mim.

Obrigado, Meu filho. Ficar sentado, esperando o tempo passar, pode ser perda de vida. Lute pela paz.

Jesus

Leitura e Meditação da Mensagem 


 

Fonte: A Palavra Viva de Deus
Vídeo: Youtube
Informações: (0xx47) 3169-1316

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O que é necessário para ter uma vida de oração e como começar a rezar

Salve Maria, caros leitores!
No primeiro vídeo, em pouquíssimos minutos, Padre Paulo Ricardo chama a atenção e diz o porquê é difícil ter uma vida de oração nos dias de hoje e nos ensina como mudar isso. 
No segundo vídeo nos ensina o primeiro passo para começar a rezar.









Fonte: Youtube 
            Youtube

domingo, 10 de julho de 2016

Santo Sacerdote Rômulo Cândido de Souza


Padre Rômulo Cândido de Souza
Foto: Comemoração 40 anos da PVD
Padre Rômulo Cândido de Souza nasceu a 20 de novembro de 1929, em Taquaritinga (SP).

Entrou para o Seminário Santo Afonso, a 07 de junho de 1939. Fez o Noviciado durante o ano de 1947, em Pindamonhangaba (SP), onde fez a Profissão Religiosa na Congregação a 02 de fevereiro de 1948.

Os estudos de Filosofia e Teologia foram feitos no Seminário Maior Santa Teresinha, em Tietê. Aí fez a Profissão Perpétua a 02 de fevereiro de 1951. Foi Ordenado diácono lá mesmo em Tietê, a 22 de março de 1953, e sua ordenação sacerdotal também ocorreu em Tietê, a 19 de julho de 1953.

Sua formação em História Eclesiástica se deu na Pontifícia
Padre Rômulo celebrando
o Santo Sacrifício da
Santa Missa 
na Igreja da Obediência a Deus Pai
Universidade Gregoriana de Roma, onde se doutorou.
Foi professor no Seminário Maior dos Redentoristas, no Instituto de Teologia de São Paulo e na Faculdade Nossa Senhora da Assunção.
Falava vários idiomas, era muito devoto de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a quem dedicava uma novena todas as quartas-feiras, escreveu livros e compôs uma linda canção chamada ECO, conquistando ainda mais as crianças, que ele tanto amava.
Veja a primeira vez em que essa canção foi cantada no Programa a Palavra Viva de Deus, que é transmitido todos os sábados das 14h00 às 16h00, ao vivo pelo site PVD, em que Padre Rômulo comentava as Santas Mensagens:
Cantam: Ladí, Mariana, Clara, Alice, Joana e Odete




Padre Tobias, Papa Pedro II
e Padre Rômulo 
Foto: Comemoração 40 anos da PVD
Há mais de 10 anos, Padre Rômulo se dedicou à Obra A Palavra Viva de Deus. Defendeu com coragem a pessoa do sr. Bento da Conceição, que há mais de 40 anos se doa incansavelmente ao chamado que Deus lhe fez, para guiar o povo até a Segunda Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Padre Rômulo celebrava as Santas Missas diariamente na Igreja da
Livro com mais de 4.500 Mensagens
recebidas desde 1994 diariamente
pelo confidente católico Bento da Conceição
(Profeta e Papa Pedro II)
Obediência a Deus Pai, em Taquaras, Balneário Camboriú - SC, onde permaneceu até o dia em que o Senhor o chamou para se ajuntar aos anjos e santos do céu.
Viveu na simplicidade e se doou intensamente ao seu ofício de sacerdote, sendo zeloso, respeitando e obedecendo os pedidos de Nosso Senhor através das Mensagens da Palavra Viva de Deus.
Hospitalizado, padre Rômulo disse: 
"Não rezem para Jesus para eu ir nem para ficar. Que seja feita a vontade de Deus".
No dia 03 de julho de 2016, no  hospital em Blumenau (SC), falece o Missionário Redentorista Padre Rômulo Cândido de Souza, aos 87 anos de vida e 68 anos de vida religiosa consagrada.
Amigos, fiéis, coroinhas, familiares, homens, mulheres e crianças choram com a saudade que já bate as portas do coração.
Na celebração da Santa Missa de Corpo presente, todos os coroinhas que servem o altar e já serviram juntamente ao Padre Rômulo, estavam presentes, fazendo uma linda homenagem com o celebrante Padre Carlos Santiago, que veio de Portugal para celebrar as santas Missas diárias e ajudar nessa Santa Obra e crianças rezaram e cantaram em sua homenagem.

Padre Carlos Santiago de Portugal
e coroinhas homenageando
Padre Rômulo na Santa Missa de Corpo presente

Após a Santa Missa de Corpo presente, nosso profeta Pedro II noticia o pedido de Jesus: Padre Rômulo será sepultado sob o Altar Mor da Igreja da Obediência a Deus Pai. 
Confidente católico Bento da Conceição
(Profeta e Papa Pedro II)
Existe lugar mais digno para um fiel servidor de Cristo Jesus, que dedicou toda sua vida a celebrar o Santo Sacrifício, a Santa Missa? 
No dia 07.07.2016, o nosso profeta recebe uma linda mensagem de São Lucas, que diz:
Como sacerdotal, este padre Rômulo conseguiu ser um de Nós, que junto já está, por ter coragem de vir para cá e ver que aqui só se faz a Vontade de Deus. (Mensagem completa aqui)

Padre Rômulo foi honrado dignamente. Sua vontade de ficar em Taquaras foi ouvida e agora, São Lucas diz que nosso querido sacerdote já está no céu.

Cerimônia de sepultamento do corpo 
de padre Rômulo Cândido de Souza dia 07/07/16.


Após o sepultamento, um lindo altar foi erguido e abençoado hoje,
Altar Mor
Igreja da Obediência a Deus Pai
dia 10/07/2016, antes da Santa Missa e todos nós só temos a agradecer a Deus por ter enviado para a Obra A Palavra Viva de Deus, um verdadeiro santo, que tivemos o privilégio de conviver e agora, do céu, sabemos que o Santo Sacerdote Rômulo Cândido de Souza irá interceder por todos nós, junto ao Trono do Altíssimo.

Querido Santo Sacerdote Rômulo Cândido de Souza: que o "ECO" da sua sabedoria e do seu exemplo nos auxilie a alcançar o repouso nos braços do Santíssimo Deus. 

*****

HOMENAGEM DO PAPA PEDRO II 
AO PADRE RÔMULO C. DE SOUZA 
✩ - 20/11/1929 † - 03/07/2016


Nota: A Palavra Viva de Deus é um grupo de leigos CATÓLICOS obedientes às regras conservadoras da única Igreja Cristã verdadeira. Somos liderados pelo Profeta Pedro II, confidente de Jesus, Nossa Senhora e do Céu inteiro, que a mais de 42 anos vem recebendo as Mensagens do Céu e transmitindo para o mundo inteiro.