domingo, 28 de junho de 2009

Controle populacional? Na minha casa, não!


Pessoal, estava surfando pela internet e eis que encontro este tesouro de artigo, impossível de não comentá-lo e republicá-lo aqui para vocês.

Em casa somos numerosos. E somos muito felizes por isso. 4 filhos e mais o avô que mora conosco. Ao todo, 7 filhos de Deus abençoados. E vem mais por aí! ;-)

Mergulhando no artigo abaixo, pergunto à vocês, caros leitores: qual a relação das cruzadas com o controle populacional? Parece absurdo, mas tem relação. Explico:

O cruzado em http://ocruzadomissionario.blogspot.com/
Entre os séculos XI e XIII, graças aos numerosos CATÓLICOS de plantão, que atenderam ao chamado do Papa para as Cruzadas na época para proteger a Europa da invasão dos turcos maometanos. E foi graças às estas batalhas (e às vitórias importantíssimas como a de Lepanto na Grécia!) que a Europa ocidental permaneceu como o berço de nossa civilização cristã. E graças à isso por exemplo que somos o maior país católico do mundo (por tabela). Ou poderíamos ser o maior país muçulmano do mundo, caso as cruzadas não tivessem sido vencidas pelos bravíssimos católicos da época. Tá e daí? E daí que assim esta foi a primeira vez que tentaram invadir a Europa. Lembra do tema deste artigo? Controle populacional? Pois bem: naquela época, não existia este mito impregnado na mente das pessoas. As famílias eram numerosas na Europa e soldados de Cristo com um terço na mão e uma espada na outra é o que não faltava, para atender ao chamado do Papa.

Voltemos para os tempos atuais: o que representa a Europa hoje? Um continente de pessoas idosas, não há jovens o suficiente, não há crianças pelas praças, não há lojas de brinquedo em Lisboa, Madrid... Já viram aqueles tentadores anúncios? Venha trabalhar neste país, ou naquele... porquê? Porque eles não têm mais mão de obra. Os que constroem seus países, cada vez mais, são imigrantes, estranhos, e não filhos da pátria. Isto é um grande ameaça à soberania de um país. Na França por exemplo, temos um cenário parecido com este: numa sala de aula do 4º ano, temos 8 católicos, 2 budistas, 3 que não professam nenhuma fé e 14 muçulmanos. Com isto, com a maioria muçulmana, já não se pode mais colocar um crucifixo na parede da escola, rezar o Pai-Nosso e a Ave- Maria, nem pensar, e por aí vai...

Trata-se de uma nova e eminente invasão, desta vez sem armas na mão, mas uma invasão cultural...

Ao contrário do Brasil que, de uma classe de 30 crianças, podemos garantir que 99% são cristãs. Graças a Deus.

É bem verdade, que não mais todas são católicas (mas ainda somos a maioria, amém), devido à disseminação destas igrejinhas de "fundo de garagem", de pelo menos 300 denominações diferentes, mas esta já é uma outra questão, outro artigo a ser publicado: PEQUENAS IGREJAS, GRANDES NEGÓCIOS! ;-)

Com a falta de jovens na Europa, para fazer sua economia girar, eis que vem os muçulmanos, numerosos que são, para preencher as grandes lacunas deixadas pelo CONTROLE DE NATALIDADE ferrenho realizado pelos governos europeus, nas décadas passadas.

Sabendo do enorme erro cometido, os mesmos países que fizeram esta grande bobagem, voltam a incentivar os filhos de sua pátria a "casarem e terem seus filhos". Quando digo incentivar, digo "DAR DINHEIRO" para os casais terem filhos tendo amparo do governo para isso. Isto numa tentativa tardia de reverter o quadro de baixa natalidade europeu. Tive oportunidade de ler num jornal sobre um jovem italiana que, grávida de gêmeos, iria receber do governo 600 Euros para cada um dos bebês por mês.

No Brasil, devido à ineficiência governamental e à gigantesca extensão territorial de nosso país, com características de continente, este controle de natalidade existe mas não se torna eficiente.

Pode ser que daqui uns 30, 40 anos, este problema chegue por aqui. Pois a idéia nesta Pátria amada já está disseminada. Quanto menos filhos, melhor! Afinal de contas, o que conta é a QUALIDADE DE VIDA! Quanta tristeza, quanto egoísmo. Ressalto o final do artigo abaixo de Paul Gallagher:

O meu argumento favorito em favor das famílias numerosas é aquele dado por Lawrence Lovasik num livro chamado Catholic Family Handbook : “Em vez de gastar os 20 ou 25 anos de fertilidade mútua trabalhando como escravos para construir um negócio, conquistar posições na sociedade ou entregar-se a prazeres e confortos egoístas, vocês podem fazer a coisa melhor e mais grandiosa possível: trabalhar por Deus, criando filhos cujas almas estão destinadas a serem felizes com Ele (e com vocês) por toda a eternidade”.

Controle populacional? - Na minha casa, não!

Por Paul Gallagher
criançasReparando no meu aspecto você nunca perceberia, mas eu sou um rebelde da contracultura. Sei que é difícil de acreditar, com essa minha cara arrumada, com essas minhas roupas conservadoras, e com a bandeira americana tremulando em frente à minha casa. Não tenho tatuagens nem piercings. Nunca fui preso nem tenho ficha na polícia. Mas isso não é nada comparado com ter cinco filhos.

É bem verdade que o número 5 ainda não chegou (mas está tão próximo que quando você estiver lendo essas linhas ele — ou ela — já terá chegado), mas isso não atenuou o pasmo — o mais completo assombro, com queixos caindo — que minha esposa e eu provocamos entre os nossos amigos e conhecidos quando lhes demos a notícia de que em breve seríamos uma família de sete pessoas.

"CINCO filhos? Uau! E que idade tem o mais velho? Oito? Ui! E entre eles não há gêmeos? Bem, vocês dois certamente já não podem mais realizar seus planos!"

É difícil, contudo, repreendê los por reagirem dessa maneira. Para onde quer que eles olhem, dos programas de televisão aos adesivos dos carros, a nossa cultura incute-lhes com insistência a idéia de prolongar a adolescência tanto quanto possível, de casar tarde, e de ter um ou talvez dois – tudo bem, talvez três – filhos. Um filho a mais... e o seu futuro dourado estará seriamente comprometido.

É interessante notar que essa forma de pensar é um fenômeno do fim do século XX. Num certo sentido, pode-se dizer que é o resultado do trabalho desenvolvido nas primeiras décadas desse século por Margaret Sanger, fundadora da Planned Parenthood (*). Como os leitores bem informados sabem, os métodos artificiais de contracepção não eram aceitos nem mesmo entre os protestantes, até que a Conferência Lambert cuidadosamente declarou, em 1930, que poderiam ser usados nas relações matrimoniais.
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(*) Instituição norte-americana, com atuação em vários países, que financia e promove programas de redução da natalidade, incluindo distribuição massiva de anticoncepcionais (N. do T.).
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Como é óbvio, basta um furinho na barragem para que ela venha abaixo. Em 1965, a Suprema Corte norte-americana (ao julgar o caso Griswold X Connecticut) declarou serem inconstitucionais as leis que proibiam a venda de anticoncepcionais a pessoas de qualquer idade ou estado civil. Daí para frente, foi só mais um passo até se chegar, em 1973, à mais infame decisão legal de todos os tempos: permitir o aborto.

Hoje parece difícil de acreditar, mas até há pouco tempo atrás as famílias grandes eram comuns. Minha mãe, por exemplo, é a sexta de sete irmãos, e alguns dos seus irmãos e irmãs têm oito ou nove filhos.

Que efeitos o imperativo de família pequena provocou em nosso mundo? Entre outras coisas, trouxe-nos aquilo que Benjamin Wattemberg — professor do Instituto Empresarial Americano e conhecido por suas aparições na televisão — chamou de “o maior ponto de inflexão da história da espécie humana”: a perspectiva da subpopulação. Trata-se de uma tendência sobre a qual ele tem alertado o mundo desde que publicou o seu livro The Birth Dearth (A escassez de nascimentos) em 1987.

Numa resenha sobre os trabalhos de Wattemberg, publicada na revista The American Expecator (setembro/outubro de 2001), Tom Bethel escreveu: “As taxas de fertilidade estão atualmente abaixo do nível de reposição em toda a Europa, exceto na Albânia, e isso vem persistindo há tanto tempo que nos últimos dois anos a população total da Europa começou a declinar em termos absolutos... Isso irá se acelerar dramaticamente nos próximos anos”.

Entretanto, as pessoas ainda continuam muito propensas a aceitar o mito da superpopulação. Talvez já não seja mais uma idéia que atormente a imaginação popular, mas o slogan “estão nascendo pessoas demais” ainda faz com que muitíssimos casais — católicos ou não — rejeitem a bênção que significa ter uma família numerosa.

As responsabilidades do cuidado de uma família grande tornam você espiritual, mental e fisicamente maduro. Você cria o melhor clima possível para o desenvolvimento do caráter. Você torna-se capaz de cultivar vocações para uma vida de entrega a Deus e aos outros.

O meu argumento favorito em favor das famílias numerosas é aquele dado por Lawrence Lovasik num livro chamado Catholic Family Handbook : “Em vez de gastar os 20 ou 25 anos de fertilidade mútua trabalhando como escravos para construir um negócio, conquistar posições na sociedade ou entregar-se a prazeres e confortos egoístas, vocês podem fazer a coisa melhor e mais grandiosa possível: trabalhar por Deus, criando filhos cujas almas estão destinadas a serem felizes com Ele (e com vocês) por toda a eternidade”.

É por isso que vale a pena ser um rebelde.
artigo extraído de http://www.paulofernando.com.br/

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Religião, Jornalismo e a decisão do STF: tudo a ver!

Caros amigos leitores:

Não posso deixar de compartilhar com vocês, com imensa satisfação, esta decisão do Supremo Tribunal Federal: o
fim da obrigatoriedade da diplomação para o exercício da carreira de jornalista.
Posso dizer um pouco a meu respeito: já editei jornais (Informativo Sto. Antônio, PAX CHRISTI) e também já fiz programa em rádio comunitária de mesmo nome, por muito tempo e agora ataco de blogueiro.

Por um acaso não sou um jornalista só porque não tenho diploma?

(JORNAL: PAX CHRISTI - EDITOR: FÁBIO MOURA OUT/2000)

Como diz Danilo Gentili do CQC, estas UNI's da vida estão devendo à muito tempo em seus cursos. E não é só no curso de jornalismo não. Aqueles que já passaram pelas universidades ou estão em curso que me desculpem; sabem muito bem do que estou falando.

Mas o leitor pode perguntar: o que isso tem haver com religião? O que tem a ver com o seu blog? Podemos dizer que
tem tudo a ver com a religião. Explico:

1- Noé construiu a Arca de Noé. Naquela época não tinha faculdade de Engenharia. O dilúvio veio e matou a todos. Menos os que estavam na Arca não é? Porque o barco resistiu à maior tormenta que se tem notícia.

Quando o Titanic foi construído, já haviam engenheiros formados, que projetaram e construíram o tão famoso navio e dentro estava escrito: "NEM DEUS AFUNDA ESTE NAVIO",

(TITANIC - FOTO: GOOGLE)

tamanho era o orgulho dos "estudiosos" de plantão, que o fizeram. Bom o final da história todo mundo já sabe, né?
Resumindo: um AMADOR sem diploma fez a Arca que enfrentou e venceu o dilúvio, PROFISSIONAIS DIPLOMADOS fizeram um dos maiores fracassos da Engenharia, considerado na época pelos projetistas como o "inafundável" Titanic.
2- Não podemos deixar de lembrar outro exemplo típico de "profissional" de talento de nossa querida e amada Igreja: Sta. Terezinha do Menino Jesus, que morreu com apenas 24 anos, tendo ainda sobre seu caixão vários comentários de suas irmãs de convento: "Coitadinha, esta não fez nada na

(Sta. Terezinha do menino Jesus)

vida". E mais comentários do tipo. Só depois de sua morte, é que vieram à tonas seus grandiosos escritos,
sendo recentemente proclamada pelo

Santo Padre o Papa João Paulo II como DOUTORA da Igreja.
Cadê o diploma dela? Ha ha, ela não tem. E o talento? E o dom de Deus? Cobre tudo. Dispensa diplomas.

3- E o que diria da Sagrada Escritura? Se não fosse o trabalho dos jornalistas de plantão, que sempre tiveram compromisso com a verdade, durante 15 séculos copiaram as Bíblias em peles de bicho, renovando-as, sempre que as peles apodreciam. Se não fossem por eles, os monges, não teríamos o maior livro já publicado pela imprensa
(a Bíblia de Gutemberg - 1º livro impresso em papel)

escrita: A BÍBLIA! Jornalistas sim, diplomados não!


4- E o papel do grande "jornalista" São Jerônimo, que compilou a Vulgata - a
Bíblia em Latim, traduzida do Grego, Aramaico e Hebraico a pedido do Papa da época para evitar adulterações de futuros tradutores. Papel? Máquina de escrever? Computador? No século IV só tinha pele de bicho para escrever, uma Bíblia...
Jornalista (pol
iglota) sim, diplomado não!

5- Enfim, muito outros aqui poderíamos citar, fora da esfera cristã, que são exemplos de sucesso, de talento puro, sem diplomas...

Viva o talento! Viva o dom de Deus! Abaixo os cursos "pagou entrou", c
ontinuou pagando passou!", que tratam os alunos como "clientes", e não agregam quase nada, a não ser o tempo e o dinheiro é claro! ;-)
Abaixo, segue a entrevista de um jornalista sim, diplomado não, que está em alta nos tempos atuais, com o CQC, na TV Bandeirantes, Danilo Gentili, falando exatamente sobre a decisão do STF, na qual concordo em número, gênero e grau:

Publicado em: 19/06/2009 15:44

"A boa faculdade vai entender que tem que tornar seu curso excepcional para atrair alunos ", diz Danilo Gentili
Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA
O humorista Danilo Gentili, do programa "CQC", é um dos mais controversos repórteres da atualidade, repetindo o que fazia, na década de 80, Ernesto Varella, personagem criado pelo jornalista Marcelo Tas, âncora do humorístico da Band.
Divulgação
Danilo Gentili
Em tom irreverente, Gentili renova a abordagem jornalística a temas sérios que mobilizam a opinião pública, principalmente aqueles vindos de Brasilía (DF), cidade em que o humorista passa a maior parte de seu tempo fazendo o que, em sua opinião, não pode ser considerado "Jornalismo".
Gentili, que é publicitário, falou ao Portal IMPRENSA o que pensa sobre a queda da obrigatoriedade da formação específica para exercíco da profissão de jornalista, rumos do mercado de trabalho e do novo desafio dos que pretendem seguir carreria como jornalista e das faculdades "que agora não poderão mais ensinar qualquer coisa".
Portal IMPRENSA - Em sua opinião, foi correta a decisão do STF de suspender a necessidade de formação específica para o profissional de jornalismo?
Danilo Gentili - Eu creio que essa decisão vai favorecer todos aqueles que gostam de jornalismo, se comprometem com ele, porém não querem deixar nenhum reitor mais rico ainda. O Jornalismo é uma profissão que envolve ética, perspicácia, relacionamentos, sagacidade, paixão pela verdade, competência e experiência. Eu não acho que esses valores podem ser aprendidos em um curso de uma faculdade. Eles tem a ver com caráter, boa vontade e vivência. Sendo simplista agora, eu acho por exemplo, que o Neto está mais capacitado para escrever uma matéria sobre futebol do que um jornalista que acabou de sair da faculdade e tem diploma. Acho também hipócrita dizerem "Ah,então agora qualquer um pode ser jornalista?". Mas é claro que sim! Antes também qualquer um podia ser jornalista, não podia? Era só pagar uma "Unialgumacoisa" da vida por quatro anos e virar jornalista (ou, com um pouco mais de sorte, fazer o pai pagar cursinho dois anos e entrar numa faculdade federal).
IMPRENSA - Quais as consequências, na sua opinião, para a formação acadêmica do jornalista e para o mercado de trabalho?
Gentili - Eu creio que uma boa faculdade vai entender que precisa tornar seu curso realmente excepcional se quiser continuar tendo relevância ao cenário e atrair alunos (ou clientes, como muitas instituições de ensino enxergam seus estudantes). Aquele cursinho da "Unialgumacoisa" vai precisar parar de ensinar qualquer coisa e se importar de verdade em ensinar o melhor jornalismo possível (se é que isso é possível), afinal, agora, o aluno tem a opção de escolha: "Meu sonho é ser jornalista. Eu dou dinheiro pra esse reitor ou tento realizar meu sonho sozinho?". Creio que aí o mercado de trabalho e os interessados na área vão ganhar. Outra coisa boa é que muito sanguessuga que vive do sindicato corre o risco de perder sua boquinha.
IMPRENSA - Por ser formado em outra graduação que não a de jornalismo, você teve alguma dificuldade em atuar como repórter? Sofreu algum tipo de rejeição por parte dos entrevistados?
Gentili - Nunca tive nenhuma dificuldade em atuar como repórter, pois o veículo em que atuo como "repórter" não requer os padrões plásticos do jornalismo. A postura padrão, a pergunta padrão, a entonação padrão...sou livre pra me esquivar disso tudo. Porém a essência do jornalismo permanece, que é o compromisso de pesquisar e divulgar as informações corretas. O "CQC" tem jornalistas excelentes em seus bastidores. Um produtor que é um jornalista formado por exemplo, é o Marcelo Salinas. Aprendo muito sobre jornalismo de ver o seu raciocínio na hora de apurar algumas coisas. Porém não creio que ele seja um ótimo jornalista porque fez faculdade e sim porque ele tem experiência e boa vontade. Creio que aprendo mais sentando com ele discutindo as pautas e ao lado dele nas matérias em campo, que fazendo quatro anos de curso. Quanto a segunda parte da pergunta, eu jamais sofri rejeição alguma de entrevistado por eu não ter diploma, pois a maioria dos meus entrevistados também não tem diploma. Já entrevistei o Roberto Carlos e ele não tem diploma de cantor. Entrevistei o Kassab e ele não tem diploma de prefeito. Entrevistei o Lula e ele não tem diploma de... bem... ele não tem diploma.

IMPRENSA - Você se considera um jornalista?
Gentili - Confesso que estou mais preocupado em fazer rir do que em dar um grande furo jornalístico. Eu me considero um humorista e não um jornalista. Vivo de humor muito antes do "CQC". Tenho boas críticas nos jornais que me consideram um bom humorista antes do "CQC". E adivinha só... Eu nunca fiz nenhuma faculdade de humorismo.
IMPRENSA - Na sua opinião, o mercado terá preferência por profissionais formados em jornalismo, mesmo após a queda da obrigatoriedade?
Gentili - Creio que o mercado vai continuar dando preferência pra quem já dava antes dessa decisão do STF: para os jornalistas melhores preparados (e isso pode incluir ter sido preparado numa boa faculdade) ou os que não são tão bem preparados assim, mas fizeram o teste do sofá com a redação ou tem algum padrinho forte no meio (e aqui, novamente, ter ou não um diploma não vai impedir que isso aconteça).
IMPRENSA - Mesmo sem a necessidade de formação específica para o exercício da profissão, você pensa em fazer faculdade de jornalismo? Acha necessário ao seu trabalho?
Gentili - Jamais. Eu já deixei um reitor cheio do meu dinheiro uma vez pra fazer uma faculdade que não serve pra nada (publicidade) e não pretendo repetir isso nunca mais na minha vida. O que eu acho necessário pro meu trabalho e pra qualquer outro é se comprometer muito com o que se propôs a fazer e procurar observar os mais experientes trabalharem. No caso de jornalismo não é tão difícil assim fazer isso. É só ler jornais, revistas e ver a TV e vai observar excelentes jornalistas trabalhando. E me pergunto: o que eles fizeram para produzir uma matéria tão boa como essa? Foi a Uninove, a PUC ou a paixão desses jornalistas pelo que fazem? Vocês podem me dizer: "sim..mas eles são bons porque tiveram uma boa base na faculdade". Ora, se a faculdade dá uma base tão boa assim, porquê, então, precisam estagiar quando saem delas? O estágio nada mais é do que a hora que você realmente aprende a fazer, porque é a hora que parou de ouvir "cagação" de regra e foi fazer na prática.
IMPRENSA - Na sua opinião, o trabalho realizado pelo "CQC" pode ser considerado jornalismo?
Gentili - O trabalho realizado pelo "CQC" é jornalistico, porém a linguagem que usamos para transmitir esse jornalismo é o humor. Cruzamos expêriencias de jornalistas, humoristas e pessoal da TV. Transmitimos fatos, acontecimentos, eventos, fazemos rir. Creio que o "CQC" é uma mistura de caminhos e o Jornalismo é umas das avenidas principais. E particularmente, me considero um sujeito de muita sorte por poder transitar por essa avenida.

Fonte: UOL
http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2009/06/19/imprensa28949.shtml

terça-feira, 9 de junho de 2009

Pessoal, segue um artigo de meu grande amigo Carlos Ramalhete, pensador católico ímpar de nossos tempos.

Vale a pena ler até o final. O tema é atualizadíssimo: a união homossexual e a lei dos homens.

O artigo foi publicado no maior jornal do Estado do Paraná e considerado um dos maiores do Brasil.

O link original é: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=892805&tit=Um-problema-de-definicao

Boa leitura!

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Um problema de definição


A diferença maior entre uma sociedade saudável e uma sociedade em franco processo de decadência é a manutenção de uma ordem relativamente conforme à natureza humana. Quando uma sociedade perde os critérios naturais, o orgulho dos homens sempre a conduz a tentativas de substituição do natural por invencionices autodestrutivas.
Um tal caso é o da confusão atualmente em curso entre casais naturais, feitos de homem e mulher unidos para o auxílio mútuo e a procriação, e as chamadas uniões homoafetivas. Aqueles são uma instituição natural, sem a qual uma sociedade não pode perdurar. Estas são um fenômeno diverso, que não pode ser comparado com uma união matrimonial natural.
Pode haver um componente sexual numa união afetiva, como pode não haver. Em termos práticos, não há razão alguma para que seja tratada diferentemente pelo Estado a dupla do mesmo sexo que vive junta e tem relações sexuais, a dupla de irmãs solteiras que vivem juntas e a comunidade de hippies ou religiosos. O que ocorre sem vítimas entre quatro paredes não é da alçada do Estado, e não pode ser usado por ele para criar equivalências ao matrimônio natural.
Faz-se hoje uma daninha confusão entre o matrimônio e algumas uniões que por sua própria natureza não podem levar à continuação natural da sociedade através da procriação. Esta confusão é tanto mais estranha em um momento social em que o sexo é tratado como ato meramente fisiológico, tendo por fim o prazer e excluindo a procriação. Problemas reais e antigos, como a partilha de patrimônio construído em conjunto por pessoas que vivem juntas – irmãs solteironas ou duplas de amigos, com ou sem sexo – , já são tratados como desculpa para aplicar a uniões que não são matrimônios as regras matrimoniais... desde que haja sexo.
O problema deveria ser resolvido deixando cada um definir para quem vão os seus bens; não interessa ao Estado saber se há sexo com os herdeiros desejados. Mas não: se há sexo, vira sucedâneo de matrimônio. Se não há, azar de quem ajudou a construir um patrimônio! O Estado invade os quartos de dormir e faz do sexo a origem do matrimônio, ao mesmo tempo em que prega que sexo é um ato fisiológico a ser feito por todos, solteiros ou casados. Contradição, teu nome é decadência!
Desta confusão surge outra: se a união de solteiros que fazem sexo vira um matrimônio por uma penada do juiz ou legislador, a adoção de uma criança passa a ser desejada e tida como o próximo passo para a criação de uma “família” à moda Frankenstein. Trata-se de uma crueldade para com a criança, uma crueldade que o Estado não tem o direito de fazer. O Estado não pode impor a uma criança passar o resto da vida tentando explicar que em seus documentos há dois “pais” ou duas “mães”, e nenhum membro do outro sexo. Uma pessoa que entregue seu filho para que seja criado por uma dupla de solteiros do mesmo sexo – mais uma vez, com ou sem sexo – está esticando ao limite o seu pátrio poder. Já o Estado deve ter limites muito mais rígidos, por agir em nome de todos.
Quando uma criança é entregue ao Estado, ele deve agir com a máxima prudência e não se desviar do mais comum e do mais estabelecido; agindo em nome do povo, ele é obrigado moralmente a fazer o uso mais conservador e mais restrito do pátrio poder, que recebeu por substituição temporária e não lhe pertence.
Não é à toa que ao cidadão é permitido fazer o que a lei não proíbe, e ao Estado é proibido fazer o que a lei não autoriza: o Estado deve agir de forma contida, ou estará indo além de seu papel e de suas prerrogativas. Ao Estado não compete fazer revolução.
Na adoção, é necessário evitar toda e qualquer situação incomum e manter-se nos estritos limites do natural; tal como o Estado não pode registrar como “pais” de uma criança uma comunidade (hippie, religiosa etc.), tampouco pode fazê-lo com uma dupla do mesmo sexo que se vê como casal. Isto seria colocar a criança em uma situação atípica, forçando-a a passar a vida explicando que, sem ter escolha, tornou-se a vanguarda de uma tentativa de revolução contra a natureza.

Carlos Ramalhete é filósofo e professor.